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Plano de Ação com BMY

Como criar um Plano de Ação à partir do seu Modelo de Negócios Pessoal

Thiago Ribeiro
Estrategista de Marketing, Designer de Serviços, Professor de Negócios e Mestre em Economia.

Índice

Esse é o terceiro e último artigo da série sobre o Modelo de Negócios Pessoal (BMY).

No primeiro artigo, explicamos o que é e para o que serve o BMY.

No artigo anterior, orientamos os leitores sobre como podem usar o BMY para projetar um cenário futuro desejado.

Nesse artigo, mostraremos um dos possíveis caminhos para se criar um Plano de Ação que, ao ser executado, o levará em direção a esse futuro.

Transformar o cenário projetado em um Plano de Ação que possa ser executado

Já percorremos alguns passos importantes em nossa jornada transformadora, que nos dão uma ideia do potencial do BMY, mas ainda restam dois passos importantes para a realização daquilo que almejamos:

1.      Transformar o BMY em um Projeto (Plano de Ação) 

2.      Executar o Plano de Ação

Antes de seguirmos aos próximos passos, vamos introduzir mais duas ferramentas úteis aos leitores, quais sejam, os Objetivos de Mobilidade e as Metas de Aprendizado.

Objetivos de Mobilidade e Metas de Aprendizado estão intimamente ligadas quando falamos de mudanças no tempo. Se desejamos estar em um sítio diferente a fazer coisas diferentes em um determinado tempo no futuro, essa mudança, essa transformação é um Objetivo de Mobilidade que temos.

Ocorre que, como já mencionado anteriormente, as mudanças, quase sempre veem com um custo de nossa parte em termos do desenvolvimento de novas competências ou aquisição de novos conhecimentos, aos quais chamaremos de Metas de Aprendizado (QUEST).

Definindo os Objetivos de Mobilidade

Para definirmos o nosso objetivo ou os nossos objetivos de mobilidade, precisamos voltar ao nosso cenário projetado e responder às seguintes perguntas:

·        Qual o meu Objetivo de Mobilidade (onde quero chegar)?

·        Por que é importante chegar lá (propósitos que o impulsionam a seguir por esse caminho)?

·        Quais são as Metas de Aprendizado que devem ser atendidas?

·        Qual a Imagem de Chegada (como me vejo nesse futuro projeto)?

·        Quais são os recursos necessários para isso? (tempo, dinheiro, equipamentos, equipa, etc)?

·        Quais são as principais etapas do percurso e a sua duração estimada?

Objetivos de Mobilidade

Metas de Aprendizado (QUEST)

Com essas questões respondidas, é provável que tenhamos listado mais de uma Meta de Aprendizado, para as quais responderemos as seguintes perguntas:

a.      (Q) Quais as Qualidades ou Potenciais a serem desenvolvidos?

b.      (U) Quais entendimentos eu preciso obter para desenvolver estes potenciais?

c.      (E) Alguma Expertise deverá ser desenvolvida?

d.      (S) Esse potencial é estratégico para o meu momento de vida pessoal ou profissional?

e.      (T) Como e quanto tempo deverá ser usado para alcançar a minha meta?

A ideia aqui é que cumprindo as Metas de Aprendizado, nos aproximemos cada vez mais do cenário futuro desejado.

Percebo que não é simples compreender as ferramentas num primeiro olhar, por isso, deixo abaixo um exemplo de Planejamento Pessoal que fiz entre os anos de 2014 e 2015:

Usando o 5W2H para criar um Plano de Ação que possa ser executado

Já temos clareza do nosso Objetivo de Mobilidade e das Metas de Aprendizado a serem cumpridas para alcançarmos esse objetivo, mas ainda nos falta um Plano de Ação com deve de ser.

Nesse momento, nada melhor que usarmos o 5W2H para criarmos o nosso plano (projeto). O 5W2H é um acrônimo em inglês para uma séria de perguntas relacionadas aos nosso Projeto.

5W2H

Para quem não sabe o que define um projeto, “segundo o PMBOK, um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo.”[i]

As perguntas podem ser respondidas para o projeto como um todo, mas também para cada uma das ações necessárias.

5W

·        Why? Porque

·        What? O que

·        Who? Quem

·        When? Quando

·        Where? Onde

2H

·        How? Como faremos

·        How Much? Quanto custará

O que realmente importa é a execução

O mais importante para nós é transformarmos as ações planeadas em pequenos passos que possam ser dados com consistência. Não adianta criarmos passos grandes demais para que depois fiquemos a procrastinar.

Tente criar pequenas ações a serem executadas, defina o seu propósito, o tempo necessário e, se possível, um deadline para ela ser finalizada.

Comece a dar os passos e lembre-se de manter a consistência, pois um pequeno passo todos dias valem mais que um grande passo esporadicamente. O segredo de dominar o tempo e de ter maior controle sobre a vida está fundada na disciplina. Somos feitos de hábitos. Bons e maus.

Tente construir as ações na forma de pequenos hábitos. Algumas horas ou minutos diários dedicados ao seu projeto pessoal podem levá-lo mais longe do que imagina.

As condições ideias nunca ocorrerão, portanto, a hora é agora. Sucesso! 😊

Thiago Ribeiro

Estrategista de Marketing, Designer de Serviços, Professor de Negócios e Mestre em Economia.
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